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Guia de Raças

  • Carolina Dog

    O Carolina Dog foi descoberto e batizado pelo doutor I. Lehr Brisbin, um professor de biologia na Universidade de Geórgia, num local junto ao rio Savannah, pertencente ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, na Carolina do Sul. Trata-se de uma área remota a que o público não tem acesso, dando poucas oportunidades aos cães selvagens que viveram lá durante séculos de se cruzarem com cães domésticos. Brisbin reparou que estes cães eram quase idênticos, em termos de aparência, ao Dingo. Outros cientistas observaram que a estrutura óssea do Carolina Dog era muito semelhante aos restos dos ossos do cão do neolítico encontrados em sepulturas de nativos americanos com milhares de anos.

    História da raça: pensa-se que esta raça é um descendente direto dos originais cães párias que acompanharam os asiáticos na travessia do Estreito de Bering há 8.000 anos. Tende a ser extremamente tímido e necessita de muitos cuidados.

  • Catahoula Leopard Dog

    Batizado com o nome de uma paróquia do nordeste de Louisiana, o "Cat" foi, em determinada altura, usado para recolher porcos e gado tresmalhado - animais de uma fazenda que tinham fugido e viviam nos bosques e pântanos. Os caçadores usavam por vezes o Catahoula para perseguir raccoons, obrigando-os a refugiar-se em árvores, mas esta raça dominadora sente-se mais à vontade no papel de rufião de porcos obstinados. A criação baseia-se na sobrevivência dos mais aptos.

    História da Raça: o Catahoula evoluiu no Sul dos Estados Unidos, e descende provavelmente de cães de guerra trazidos pelos espanhóis e de cães pertencentes aos americanos nativos. Em 1979, a raça foi considerada o cão do estado de Louisiana.

  • Chien D´artois

    Cães semelhantes a este sabujo de tamanho médio surgem em descrições de cenas de caça dos reis franceses no século XV. Devido à sua pequena estatura, sobreviveram com mais êxito à devastação da Revolução Francesa do que os sabujos de patas compridas. Por volta de meados do século XIX, estes sabujos de matilha foram usados na caça de pequenas presas e atingiam seus melhores desempenhos na densa vegetação rasteira. Com a popularidade veio, no entanto, o cruzamento indiscriminado de raças com cães de tiro britânicos importados. Só algumas matilhas conservaram o seu tipo original, mas, através dos esforços de alguns criadores no início deste século, o tipo foi restabelecido. Esta raça requer um treino firme e os machos podem ser dominadores.

    História da Raça: o outro nome deste que é um dos mais antigos sabujos Briquet, que pode ser uma modificação de Braquet, que significa pequeno braco ou pequeno cão de caça. A raça quase desapareceu no século XIX, mas foi conservado praticamente na sua forma pura pelo Prince de Conde.

  • Chihuahua

    Embora pequeno e frágil, o Chihuahua é alerta e corajoso. Tem o nome do estado do México donde foi exportado pela primeira vez para os Estados Unidos e depois para todo o mundo. Há várias lendas em torno da raça, que afirmam que os indivíduos de pelagem azul eram sagrados e que os de pelagem vermelha eram ritualmente sacrificados nas piras funerárias dos astecas (mas são igualmente questionáveis). Um fato irrefutável é que o Chihuahua é o último dos cães de colo. Estremecendo à mais leve brisa e muito satisfeito por estar no colo do seu companheiro humano, tanto do Chihuahua de pêlo curto como o de pêlo comprido, mais resistente às temperaturas, oferecem boa disposição, conforto, estabilidade e companhia.

    História da raça: as origens do Chihuahua estão envolvidas em mistério. Os peritos especulam que chegaram pequenos cães às Américas com exércitos espanhóis de Hermano Cortez, em 1519. Outra teoria diz que os chineses viajaram até a América levando consigo cães miniatura antes da chegada dos europeus. A raça foi exportada pela primeira vez para os Estados Unidos por volta de 1850.

  • Chow Chow

    O Chow Chow tem provavelmente razão em ser reservado e teimoso por natureza. Por toda a Mongólia e Manchúria, a sua carne foi outrora considerada um petisco e a sua pele uma popular peça de vestiário. No século XIX, os marinheiros batizaram-no com o termo que usavam para descrever um carregamento variado. Embora pareça um urso de pelúcia muito gordo, o Chow Chow não é animal de se deixar afagar. É um cão de um só dono, com tendência para morder. A pelagem necessita de ser bastante escovada para remover tanto o subpêlo como o pêlo protetor.

    História da Raça: as origens do Chow Chow permanecem um mistério, embora seja sem dúvidas, descendente do spitz. Os historiadores do início do século XVII descreveram existir um cão de língua preta que era comido no Oriente. O Chow Chow chegou à Grã-Bretanha em 1780.

  • Cirneco Dell´Etna

    Tendo metade do tamanho do Pharaoh Hound e do Podengo Ibicenco, esta raça italiana atlética e sempre alerta é virtualmente desconhecida fora de Itália e, em particular, fora da Sicília. Partilha com essas outras raças a capacidade de caçar pela visão e pelo faro. Tal como muitas raças antigas, o Cirneco necessita de muito exercício, o que torna difícil ter um exemplar destes na cidade. Não é uma raça fácil de treinar e não de adapta prontamente às crianças e a outros cães. Num clima quente fica satisfeito por dormir ao relento e funciona como cão de guarda.

    História da Raça: outro descendente clássico dos cães de corrida egípcios de orelhas arrebitadas, o Cirneco dell’Etna tem-se reproduzido de forma pura no relativo isolamento da Sicília desde a sua chegada, há 2.000 anos.

  • Cocker Spaniel Americano

    Esta raça afável, e a mais popular de todas as de origem americana, descende do Cocker Spaniel Inglês de trabalho. Embora tenham sido feitas tentativas para trabalhar o Americano e deste ainda conservar os seus instintos de caçador, a sua popularidade está na companhia meiga que oferece. A sua beleza e encanto são apreciados por toda a América do Norte, do Sul e Central, e também no Japão. Infelizmente, a raça sofre de vários problemas de saúde, incluindo epilepsia, mas a sua personalidade generosa e afável compensam qualquer deficiência física.

    História da Raça: segundo a lenda, o primeiro spaniel chegou aos Estados Unidos em 1620, com os primeiros colonos que vieram no Mayflower.

    Originalmente, todos os spaniels eram classificados em conjunto, mas, por fim, o Cocker Americano foi criado em termos de determinados traços e, em 1946, reconhecido como raça à parte.

  • Cocker Spaniel Inglês

    Um delicado cão de trabalho, o Cocker Inglês é também um companheiro de casa extremamente popular por toda a Europa oriental e ocidental, e nos países britânicos da Commonwealth. Infelizmente, partilha com seu parente americano uma variedade preocupante de problemas hereditários, incluindo uma pletora de problemas de olhos, de pele, de rins e de comportamento, particularmente a síndrome da raiva em cães de cor homogênea. É, por isso, aconselhável obter pormenores da história familiar antes de adquirir um Cocker Spaniel. Embora seja criado sobretudo para companhia, a raça tem um bom desempenho nas provas de campo.

    História da Raça: por volta do século XIX, os pequenos spaniels terrestres foram divididos em dois grupos, "starters", cuja função era levantar a caça, e "cockers", usados para levantar e recuperar galinholas da densa vegetação rasteira. O Cocker Inglês descende de cães desenvolvidos no País de Gales e no sudoeste da Inglaterra.

  • Coonhound Inglês

    O Coonhound Inglês é uma raça estritamente americana, embora os seus antepassados tenham vindo da Grã-Bretanha e provavelmente da França.

    Quanto ao temperamento, é semelhante a todas as outras raças de coonhounds. É particularmente meigo para com as crianças. Reconhecido pelo Clube Americano desde 1903, a cor da pelagem deste cão robusto é normalmente pintalgada de vermelho, embora sejam permitidas outras cores.

    Tal como todos os coonhounds, as fêmeas são muitas vezes bastante menores do que os machos.

    História da Raça: criado seletivamente no século XIX Virgínia, Tennesse e Kentucky, o Coonhound Inglês foi desenvolvido como raça menor do que o Blanck-and-tan e é, sobretudo, um cão de caça.

  • Cão Cantor da Nova Guiné

    Os exploradores descreveram no século XIX a popularidade variável dos cães nas aldeias das planícies da Nova Guiné - em algumas, eram tratados como animais de estimação, noutras eram vítimas de maus tratos. Neste século, a hibridação com cães importados extinguiria quase por completo o cão indígena das planícies da Nova Guiné. Nos anos cinqüenta, no entanto, dois cães de raça pura foram capturados no isolado vale Lavanni, nas terras altas do sul, e por fim enviados para o jardim zoológico de Taronga, em Sidney, na Austrália.

    Nos anos setenta, outro par foi capturado no vale Eipomak de Irian Jaya, uma parte da Indonésia.

    Virtualmente todos os cães cantores da Europa e da América do Norte descendem destes casais. Esta raça impetuosa possui um uivo cantor único, que é curiosamente melancólico. História da Raça: esta raça é um parente próximo dos cães antigos que foram domesticados a partir dos lobos asiáticos entre 10.000 e 15.000 anos atrás.

  • Cão Inca sem Pelo

    A forma do Cão Inca sem Pelo é semelhante à dos galgos e a raça desenvolveu-se em três tamanhos. Os cães pequenos, com um peso de 4-8 kg, teriam sido originalmente aquecedores de cama ideais, enquanto as variedades médias de 8-12 kg e o cães grandes de 12-25 kg, em especial as variedades com pelo, talvez tenham sido usados para a caça de visão. A existência desta raça antes da chegada dos espanhóis sugere que evoluíram a partir dos lobos das florestas norte-americanas, ou que os asiáticos, polinésios ou africanos do norte as introduziram na América do Sul antes desta ser descoberta pelos europeus.

    História da raça: para que a raça sobrevivesse, os incas reconheceram que era necessário o cruzamento intermitente com membros peludos da raça.

  • Cão Mexicano sem Pelo Miniatura

    Muito mais comum do que o tamanho padrão e gozando de um ressurgimento de popularidade da América do Norte bem como no México, cerca de um em cada três cachorros desta raça possui uma penugem fina. Esta versão "pompom" não é reconhecida pelos clubes de raça e não pode ser exibida em exposições caninas, mas continua a ser um animal de estimação excelente e o seu uso em programas de criação assegura a saúde e o vigor da raça. A pele do Miniatura, tal como a de outros Cães Mexicanos sem Pelo, necessita de cuidados para se manter macia e saudável.

    História da raça: embora as suas origens se tenham perdido, o Miniatura chegou ao México ao mesmo tempo que o padrão, ou foi alvo de miniaturização depois de o primeiro chegar ao México. O fato de não ter pêlo é uma raridade genética nos cães, mas pode ocorrer noutras raças de animais.

  • Cão Mexicano sem Pelo Padrão

    Permanece um mistério como esta raça chegou ao México. Existem imagens do que parecem ser cães sem pelo nas ruínas dos antigos astecas; é mais provável, contudo, que se trate de outros mamíferos indígenas — parece que os astecas, em determinada altura, "criaram" animais nus usando uma resina para remover o pelo de porquinhos-da-India, que serviam então de alimento e para aquecer a cama. Esta raça alerta, alegre e meiga é muitas vezes comparada com os antigos cães párias africanos e com os terriers europeus. A sua estrutura física é evocativa dos clássicos galgos, enquanto a personalidade pode ser muito semelhante à do Fox Terrier.

    História da raça: a maior parte das referências indica que esta raça sem pêlo existiu no México na altura da conquista espanhola, no início do século XVI. Foi provavelmente introduzida na América Central e do Sul pelos mercadores espanhóis.

  • Cão Mexicano sem Pelo Toy

    A pele frágil desta raça é susceptível a queimaduras solares, lacerações e secura. Não deve ficar exposto à luz solar direta e intensa, e deve também ser protegido do frio moderado — este é um dos poucos cães que necessita genuinamente de um casaco de lã durante o tempo frio e rigoroso. Tal como muitos outros cães sem pelo, esta raça tem um correspondente peludo. O Toy é um excelente cão de guarda; não ladra desnecessariamente, mas usa a voz como alarme eficaz. Tal como seus parentes de dimensões maiores, é um cão razoavelmente calmo e destemido.

    História da raça: esta miniaturização do Cão Mexicano sem Pelo é o resultado de um programa de criação iniciado pelo Clube Canino Mexicano nos anos cinqüenta.

  • Cão Tricolor da Iugoslávia

    O atraente Cão Tricolor da Iugoslávia partilha com o seu parente próximo, o Cão de Montanha, uma pelagem impermeável e um amor por trabalhar horas a fio no terreno mais acidentado. As suas longas patas e visão magnífica contribuem para uma boa capacidade como caçador. Tal como a maior parte dos cães de caça, tem uma personalidade tipicamente dupla - tranqüilo, relaxado e afetuoso quando está em repouso em casa, mas excepcionalmente enérgico ao trabalhar. É também um companheiro obediente e meigo e está sempre desejoso de agradar ao dono. A raça é virtualmente desconhecida fora da sua região de origem e, infelizmente, enfrenta um futuro complicado e o risco de possível extinção.

    História da Raça: o Tricolor da Iugoslávia evoluiu na mesma altura que o Cão de Montanha de forma a perseguir e caçar presas grandes e pequenas, embora fosse mais comum junto à fronteira com a Grécia.

  • Cão da Floresta Negra

    O temperamento jovial desta raça relativamente nova assemelha-se ao Dobermann, embora tenha desempenhado um papel pouco importante, ou nenhum, no seu desenvolvimento. Os indivíduos mais jovens são violentos, independentes e provocadores; os machos, em particular, necessitam de um tratamento especializado. Com a maturidade vem uma forte orientação e um faro apurado - o Cão da Floresta Negra é um excelente perseguidor que usa muito a voz quando encontra um rastro fresco de caça. A independência da Eslováquia incentivou um orgulho nacional por esta raça local, sendo agora exibida em quantidades cada vez maiores nas exposições caninas locais, embora seja raramente visto fora das Repúblicas Eslovaca e Checa. O seu estalão foi estabelecido em 1963.

    História da Raça: a criação de animais de raça pura começou a seguir à Segunda Guerra Mundial, quando os caçadores checos e eslovacos cruzaram seletivamente cães indígenas das montanhas para trabalhar em condições adversas e terrenos acidentados. A raça foi usada para perseguir caça grossa, tais como javalis, e também pequenos predadores.

  • Cão da Transilvânia

    Outrora preferida pelos reis e nobreza da Hungria, que a usavam para caçar lobos e ursos, esta raça robusta teve uma história recente muito acidentada.

    Quase extinta durante a Segunda Guerra Mundial, os exemplares que sobreviveram na região da Transilvânia, na Romênia, foram, juntamente com o galgo húngaro, exterminados em 1947, segundo ordens governamentais, visto fazerem lembrar a "ocupação" húngara da Romênia. Felizmente, houve alguns que sobreviveram na Eslováquia e na Hungria, estando os criadores destes países ativamente a tentar ressuscitar a raça. Ligeiramente desconfiado e introspectivo, este lustroso sabujo ocorre nas variedades de patas curtas e compridas.

    História da Raça: esta raça sofreu muito poucas alterações em mais de 1000 anos. Chegou provavelmente às montanhas da Transilvânia na companhia de viajantes e conquistadores, movimentando-se para o ocidente desde a Rússia ou para norte, através dos Bálcãs.

  • Cão de Canaã

    O cão de Canaã foi originalmente usado pelos beduínos como pastor e cão de guarda no deserto de Negev. A raça atual, que se desenvolveu nos anos trinta, mostrou ser excepcionalmente versátil. Durante a Segunda Guerra Mundial, vários Canaãs foram treinados para detecção de minas; depois da guerra, alguns membros da raça chegaram a ser usados como guias para cegos. O cão de Canaã é usado hoje para orientar rebanhos, guardar, seguir rastros e procurar e salvar pessoas. Embora bastante reservado, faz um bom cão de companhia. Cada vez mais popular no seu país de origem, a raça espalhou-se agora pelos Estados Unidos.

    História da Raça: originalmente um pário, o Cão de Canaã existiu durante séculos no Médio Oriente. Nos anos trinta, a doutora Rudolphina Menzel, uma autoridade israelita em cães, conduziu um programa de criação seletiva em Jerusalém, produzindo a raça versátil e expedita que hoje conhecemos.

  • Cão de Caça da Finlândia

    Os contrário dos cães de caça noruegueses, o Cão de Caça da Finlândia fareja rastros mas não recupera, embora leve os caçadores a matar galinholas e outras aves de caça na vegetação densa da floresta. Esta raça grande e meiga adora atividade física, é boa para as crianças e sente-se bem ao dormir ao ar livre sozinho durante os meses de verão da Escandinávia. Embora o pêlo rente não ofereça muita proteção contra as condições atmosféricas, necessita de pouca atenção.

    A raça é apenas um cão de guarda relativamente razoável devido à sua natureza plácida. Os machos podem ser temperamentais para com outros cães do sexo masculino.

    História da Raça: embora existam na Finlândia cães de caça de verão desde século XVIII, a raça atual resulta de um programa de criação do século XIX, que envolveu cães franceses, alemães e suecos. O Cão de Caça da Finlândia tornou-se a raça nativa de trabalho mais popular da Finlândia.

  • Cão de Hanôver

    Tal como seu pequeno descendente, o Cão de Montanha da Baviera, o Cão de Hanôver possui um nariz excepcionalmente apurado, capaz de seguir um velho rastro deixado por um animal ferido. Quase sempre usado como seguidor de rastros, é um cão de profissional, raramente tido como companhia, mas aproveitado pelos couteiros e guardas florestais para seguir caça ferida ou por vezes pessoas. Graças ao seu excelente nariz, a raça pode ser usada para seguir caça que não seja ferida, bem como rastros de sangue. Geralmente calmo, descontraído e afável, este cão torna-se dedicado em obsessivo quando está a trabalhar. Outrora foi trabalhado em matilhas, mas hoje atua quase sempre sozinho.

    História da Raça: a lei Teutônica Comum do século IX refere-se a um Leithound - um farejador de rastros tranqüilo e diligente usado, em grande medida, para localizar presas. Surgiu então o Leitbracke. Os criadores da região de Hanôver cruzaram-no com outras raças locais mais leves, tais como o Haidbracke e o Harzerbracke, para produzir o equivalente alemão do Cão de Santo Huberto francês ou do Bloodhound inglês.

  • Cão de Montanha da Baviera

    Raramente visto, exceto nas mãos de guardas florestais e couteiros profissionais da Alemanha e das Repúblicas Checa e Eslovaca, este é um ativo e fogoso seguidor de pistas. Costuma trabalhar independemente do dono e é usado com freqüência quando cães com uma capacidade inferior para farejar sangue perdem o rastro de um animal ferido; o código de honra do caçador da Europa Central diz que não se deve deixar nenhum animal morrer por si próprio.

    História da Raça: era necessário um cão pequeno e ágil, dotado de uma capacidade olfativa superior, para capturar veados feridos nas montanhas bávaras. Tal raça surgiu com o cruzamento entre o Cão de Hanôner e sabujos bávaros de pernas curtas.

  • Cão de Montanha da Iugoslávia

    Em momentos de conflito, quando as pessoas sofrem, o mesmo acontece com os animais. As guerras mais recentes dos Bálcãs levaram quase à extinção, a nível local, de muitos dos cães indígenas. O afável Cão de Montanha da Iugoslávia, de cor característica, é agora raro na sua terra de origem. Esta raça está bem adaptada para caçar sozinha ou em matilhas nas regiões montanhosas. Possui uma pelagem espessa, áspera e de cor preta e fogo que cobre um abundante subpêlo. A sua voz forte torna-o ideal para trabalhar em matilha, enquanto a resistência e a agilidade lhe permitem atuar em terrenos acidentados.

    Normalmente meigo e afetuoso em casa, continua a ser, sobretudo, um cão de trabalho.

    História da Raça: todos os cães de caça dos Bálcãs estão intimamente relacionados entre si, vindo da mesma origem. Esta raça evoluiu dos cães adaptados para trabalhar nas regiões montanhosas da antiga Iugoslávia.

  • Cão de Montanha de Pelo Aspero

    Cão de Montanha de Pelo Áspero da Estíria Raramente visto fora da Austrália, e mesmo aí apenas na posse de caçadores locais, esta robusta raça tem boa voz e resistência profunda necessária para trabalhar nas condições atmosféricas extremas das montanhas da Estíria. Os caçadores de outras zonas da Austrália e, em determinadas alturas, da vizinha Eslovênia, usam o Cão de Montanha da Estíria na caça ao javali. Possui a capacidade de seguir rastros em silêncio ou de usar o seu magnífico grito. A criação faz-se em termos de uma boa capacidade de caça e não de exposições, sendo os cachorros quase sempre entregues a caçadores locais.

    O seu programa de criação inicial começou em 1870 e, por volta de 1890, Herr Peintinger tivera tanto êxito que a raça foi formalmente reconhecida.

    Raramente tido como cão de companhia, as suas capacidades de caçador continuam ser as mais procuradas.
    História da Raça: este caçador à prova de intempéries foi criado através da combinação do cão de caça austríaco local - o Schweisshund de Hanôver - com o Cão de Pelo Áspero da Ístria.

  • Cão de Pelo Macio da Ístria

    Este elegante sabujo, oriundo da Ístria, a região dos Bálcãs que faz fronteira com a Itália e a Áustria, foi provavelmente criado por monges. Antigos documentos religiosos falam de sabujos de pêlo macio enviados por monges, da região onde é hoje a Eslovênia, para os mosteiros da França. Esse comércio de cães de trabalho entre mosteiros explica, em partes, como os sabujos se disseminaram pela Europa. Atualmente, este hábil caçador é um excelente seguidor de rastros, capaz de encontrar vestígios de sangue já com alguns dias deixados por animais feridos.

    História da Raça: esta raça atraente, o sabujo mais antigo dos Bálcãs, descende de cruzamentos entre galgos asiáticos, provavelmente trazidos para os Bálcãs pelos fenícios, e de mastins e sabujos europeus.

  • Cão de Pelo Áspero da Bósnia

    As montanhas agrestes da Bósnia abrigam uma grande variedade de caça, tal como lebres, raposas e até javalis. Os caçadores locais, numa tentativa de criar um cão eficiente, desenvolveram esta raça no século XIX usando o stock de cães disponível. O Cão de Pelo Áspero da Bósnia é resistente e perseverante, e o seu pelo duro de arame oferece isolamento e proteção contra o clima hostil. Tem características típicas de sabujo, sendo também um excelente cão de guarda. Dá-se bem com as crianças e com outros cães, adora a atividade, dorme ao ar livre de boa vontade e raramente morde. Apesar da guerra na Bósnia, os caçadores conseguiram manter a raça.

    História da Raça: uma raça pragmaticamente rústica, este sabujo afável descende dos galgos magros e pernaltas, trazidos para os Bálcãs, há séculos atrás, pelos mercadores do Mediterrâneo, e de cães pátrias locais.

  • Cão de Pelo Áspero da Ístria

    Mais rústico, em termos de aparência, e melhor equipado para tolerar o mau tempo do que o seu parente de pelo macio, o Cão de Pelo Áspero da Ístria tem também um temperamento ligeiramente diferente. É mais teimoso e, como conseqüência, o treino de obediência pode levar mais tempo. Competente e versátil, este sabujo atraente e resistente ao tempo é quase sempre tido apenas como cão de caça e não de companhia. Com a desintegração da Iugoslávia, o seu número diminuiu nos estados bálcãs do sul, enquanto na Eslovênia, a sua região de origem, a quantidade de exemplares aumentou.

    História da Raça: no meio do século XIX, com o objetivo de melhorar a sua voz, os criadores cruzaram o Cão de Pelo Macio da Ístria com o Griffon Vendéen Francês. Este cruzamento resultou no Cão de Pelo Áspero da Ístria, o qual foi primeiramente apresentado em Viena no ano de 1866.

  • Cão de caça da Polônia

    Tal como aconteceu com muitas outras raças de caça européias, as guerras deste século quase levaram o Cão de Caça da Polônia à extinção. Após a Segunda Guerra Mundial, os caçadores polacos conseguiram encontrar sobreviventes suficientes para perpetuar este cão rústico e simples. É um excelente perseguidor e resistente, parecido com o seu parente afastado Bloodhound.

    A raça é usada para seguir caça grossa, recorrendo à sua voz de tom médio quando fareja um rastro recente. É também um cão de companhia que se sente muito à vontade em casa. Com as mudanças políticas do pós-Comunismo na Polônia, esta raça encontrou novos admiradores, que lhe assegurarão a sobrevivência.

    História da Raça: não se conhece a história desta raça amigável. A sua configuração e local de origem sugerem ser parente do Cão de Santo Huberto, tendo sido depois cruzado com cães de caça alemães. Uma versão menor, o Polski Pies Gonczy, extinguiu-se durante a Segunda Guerra Mundial.

  • Cão dos Bálcãs

    Até há pouco tempo, o Cão dos Bálcãs trabalhava freqüentemente em matilhas, perseguindo e caçando presas grandes, tais como porcos e veados, ou pequenas, tais como lebres. Na Eslovênia, ainda é por vezes usado para estes fins. Uma raça elegante, com ar de dignidade e calma, constitui um caçador determinado. A sua constituição robusta e, em particular, as suas espáduas musculosas, tornaram-no ideal para perseguições através de terreno acidentado. A voz bastante aguda pode ser ouvida a uma grande distância - uma característica útil para a caça.

    Tal como acontece com os outros cães regionais, os criadores locais conseguiram com êxito manter os estalões de trabalho.

    História da Raça: talvez o primeiro dos cães de caça dos Bálcãs a tornar-se uma raça fixa, este sabujo foi outrora um dos mais comuns de todas as espécies regionais. Permaneceu relativamente inalterado durante, pelo menos, 250 anos.

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